Eu poderia estar irritado com mais um fatídico episódio calhorda do caso Calheiros. Poderia estar praguejando os céus, pois o Botafogo perdeu novamente. Porém, o que estragou meu dia foi assistir a um debate com a participação dos fundadores do movimento “Cansei!”.
Para quem interessar possa, este consiste em um grupe de pessoas revoltadas com a situação do país, que, adotando o último acidente aéreo como gota d’água, resolveu protestar contra o governo, já que consideram-no o culpado por tudo que dá errado no Brasil.
Como pode parecer à primeira vista, o que me irrita não é o fato do movimento ser claramente direitista. O problema é declarar-se apolítico e apartidário, quando a essência do movimento contradiz o que foi dito. Como ser apartidário quando o seu grande financiador é ninguém menos que João Doria Jr., notório entusiasta do PSDB e de FHC? Como ser apolítico tentando derrubar um presidente ou representando os interesses de uma pequena parcela da população que apóia um projeto de Estado totalmente ligado ao neoliberalismo? Esse é o mal de quem não soube largar o osso e quer dar o bote de qualquer jeito. Deixem-me explicar.
O Brasil é um país de direita. Com exceção de raros períodos, esse é o nosso status quo, seja ele democrático ou não. Até aí, nada demais. Países como os Estados Unidos e a Inglaterra bebem na mesma fonte desde tempos remotos e estão muito bem na sua condição de potências, obrigado. Porém, só atingiram esse patamar porque tem direitas inteligentes.
Aqui, no entanto, a coisa é bem diferente. As eleições se aproximam e é preciso combater a popularidade de um governo cheio de erros e contradições, mas comandado por um dos maiores fenômenos eleitorais que esse país já viu. Como fazer isso? Um dos caciques da nossa distinta oposição diria: basta apontar para um problema e bradar “Tem dedo do Lula nisso!”. Com o perdão do trocadilho, é isso que esse tipo de movimento faz. Joga sujo, pois, apesar de agir visando esse tipo de prática, ilude a população mais desinformada vestindo a carapuça da imparcialidade.
Ser de direita não é o problema, novamente afirmo. O problema é ser como a nossa direita, que espalha bravatas a torto e a direito, esquecendo-se que historicamente é a grande culpada por nossa situação de hoje. Culpada por ser burra: ganha pouco roubando migalhas de um país miserável, ao invés de criar o grande país que poderíamos ser e “viver de renda”. Seriam os maiores beneficiados... Isso que aconteceu em nossos “irmãos do norte” e na “terra da Rainha”. Mas pra isso é preciso parar de olhar para o próprio umbigo e pensar em tudo que se ganharia no futuro... E é como dizem, “quem tem fome, tem pressa”. Sábias são as avós que aprenderam que “apressado come cru e passa mal”....
P.S. – Vou montar um movimento: Renan, “Cansei!” de você...
Para quem interessar possa, este consiste em um grupe de pessoas revoltadas com a situação do país, que, adotando o último acidente aéreo como gota d’água, resolveu protestar contra o governo, já que consideram-no o culpado por tudo que dá errado no Brasil.
Como pode parecer à primeira vista, o que me irrita não é o fato do movimento ser claramente direitista. O problema é declarar-se apolítico e apartidário, quando a essência do movimento contradiz o que foi dito. Como ser apartidário quando o seu grande financiador é ninguém menos que João Doria Jr., notório entusiasta do PSDB e de FHC? Como ser apolítico tentando derrubar um presidente ou representando os interesses de uma pequena parcela da população que apóia um projeto de Estado totalmente ligado ao neoliberalismo? Esse é o mal de quem não soube largar o osso e quer dar o bote de qualquer jeito. Deixem-me explicar.
O Brasil é um país de direita. Com exceção de raros períodos, esse é o nosso status quo, seja ele democrático ou não. Até aí, nada demais. Países como os Estados Unidos e a Inglaterra bebem na mesma fonte desde tempos remotos e estão muito bem na sua condição de potências, obrigado. Porém, só atingiram esse patamar porque tem direitas inteligentes.
Aqui, no entanto, a coisa é bem diferente. As eleições se aproximam e é preciso combater a popularidade de um governo cheio de erros e contradições, mas comandado por um dos maiores fenômenos eleitorais que esse país já viu. Como fazer isso? Um dos caciques da nossa distinta oposição diria: basta apontar para um problema e bradar “Tem dedo do Lula nisso!”. Com o perdão do trocadilho, é isso que esse tipo de movimento faz. Joga sujo, pois, apesar de agir visando esse tipo de prática, ilude a população mais desinformada vestindo a carapuça da imparcialidade.
Ser de direita não é o problema, novamente afirmo. O problema é ser como a nossa direita, que espalha bravatas a torto e a direito, esquecendo-se que historicamente é a grande culpada por nossa situação de hoje. Culpada por ser burra: ganha pouco roubando migalhas de um país miserável, ao invés de criar o grande país que poderíamos ser e “viver de renda”. Seriam os maiores beneficiados... Isso que aconteceu em nossos “irmãos do norte” e na “terra da Rainha”. Mas pra isso é preciso parar de olhar para o próprio umbigo e pensar em tudo que se ganharia no futuro... E é como dizem, “quem tem fome, tem pressa”. Sábias são as avós que aprenderam que “apressado come cru e passa mal”....
P.S. – Vou montar um movimento: Renan, “Cansei!” de você...
3 comentários:
Não concordo muito com suas idéias, mas o texto está bem escrito.
Valew
Alguém disse: "posso não concordar com umapalavra do que dizes, mas defenderei até amorte o teu direit de dizê-las"... com texto!
pois... estamos mal... uma direita burra... uma esquerda idiota e prepotente... radicais isolados e ninguém com bom senso pra governar esse país!!!!
ai, ai!
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